Porque o Morning Herald chamou os marketplaces de delivery de “Frenemies”?

//Porque o Morning Herald chamou os marketplaces de delivery de “Frenemies”?

Porque o Morning Herald chamou os marketplaces de delivery de “Frenemies”?

Nesse post vamos traduzir e comentar uma matéria veiculada no início do ano no jornal The Sydney Morning Herald, publicação de maior importância e veiculação da Austrália (‘Frenemies’: Restaurants stuck with online delivery giants as business partners).

Fizemos uma tradução livre do texto original, adaptando alguns trechos para adequar-se melhor à realidade brasileira e comentando outros para complementar a compreensão, tudo bem? Então vamos lá!

Donos de restaurantes estão sendo forçados a ter os “parceiros de negócio que nunca quiseram”, uma vez que os gigantes do delivery online como Uber Eats e Menulog (o equivalente ao Ifood na Austrália, e pertencente ao mesmo grupo global, Just-Eat) roubam a fidelidade dos seus clientes e espremem suas margens de lucro.

O enorme crescimento destes agregadores de restaurantes criou uma espécie de “outlet” do fast food e os restaurantes estão, de forma relutante, tendo que abraçar seus “Frenemies” (uma junção das palavras “friend” + “enemy”, ou seja, uma união entre as palavras amigo e inimigo, algo como nosso “amigo da onça”) como uma forma de sobreviverem à grande mudança na forma como os clientes fazem seus pedidos de comida.

O mercado online de pedidos cresceu em torno de 30% em 2017 e a previsão é de crescer dos US$ 1.5 bilhões em 2017 para US$ 4.2 bilhões em 2025, de acordo com relatório da Morgan Stanley.

Os quatro principais agregadores de restaurantes, Uber Eats, Foodora, Menulog e Deliveroo cadastram restaurantes em uma plataforma web e mobile (aplicativo) que permite aos consumidores realizar pedidos de delivery e de retirada no balcão nos restaurantes parceiros e, em alguns casos, terceirizam a entrega do estabelecimento com seus próprios carros, motos e até bicicletas e cobram uma taxa por entrega.

Para os restaurantes isso pode ser uma faca de dois gumes: o aumento das vendas mas com alto custo.

Robert Galati, proprietário dos restaurantes Fratelli&Co (italiano) e Baywok (tailandês), ambos em Sydney, está presente no Eat Now e no Menulog. Ele afirma que, embora a facilidade do uso dessas plataformas seja ótima para os clientes, os benefícios para o empresário muitas vezes não pagam os 16% da sua margem de lucro fora do marketplace.

Os marketplaces trazem muitos negócios para o ambiente online, lugar que antes não estavam presentes, aumentando seu volume de pedidos e aumentando sua área de entrega, aumentando o giro do negócio, ele disse.

Entretanto ele descreve o Menulog (o equivalente ao Ifood na Austrália, e pertencente ao mesmo grupo global, Just-Eat) como o parceiro de negócios que ele nunca desejou porque ele também atende aos seus clientes existentes, que já eram fiéis e que sempre pediam sem que o restaurante pagasse nenhuma comissão por eles.

“Os clientes que já vinham ao meu restaurante ou que faziam seus pedidos diretamente pelo telefone ou site estão fazendo seus pedidos via Menulog por conta da conveniência, e clientes que eram 100% meus agora estão pedindo por outros canais, com outros concorrentes e ainda tem uma fatia “cortada”, indiretamente me causando a perda de um dinheiro que já era meu”, ele disse.

Uma representante do Foodora (serviço que terceiriza a entrega para o restaurante) disse que o modelo tradicional do restaurante mudou drasticamente. “O modelo de delivery do Foodora foi desenhado para abrir um novo marketplace para restaurantes, dando a oportunidade de entrega àqueles que talvez não tinham acesso a isso antes”, ela disse.

Os agregadores estão essencialmente tomando qualquer lucro que o empresário tem do seu serviço de delivery. Clientes podem fazer seus pedidos também diretamente da plataforma do próprio restaurante ou pelo agregador, como é o caso da Dominos. O cliente paga ao agregador uma taxa de entrega, em média US$ 5, tirando esse custo do restaurante.

“O cenário de ter empresas tirando uma fatia da sua margem de lucro não existia 5 anos atrás e agora possuem de 10% a 15% da sua margem na operação de delivery”, disse o Sr. Galati. Ele também comentou que eles recebem os 16% de comissão sobre gorjetas, impostos, taxas do cartão e outros custos.

No entanto, os consumidores estão cada vez mais destinando grande parcela do seu dinheiro comendo fora ou pedindo comida em casa, uma vez que as pessoas estão, cada vez mais, com menos tempo.

Quantidade de restaurantes parceiros

Fonte: Morgan Stanley

No relatório, a Morgann Stanley estima que o mercado online represente US$ 1.5 bilhões do total de US$ 18 bilhões do mercado de delivery.

A penetração do delivery de comida prevê alcançar 23% na Austrália em 2025, comparado aos 10% atuais.

O Uber Eats está disponível para 47% da população e espera atingir 60% no longo prazo.

O gerente geral do Uber Esats, Matt Denman, argumenta que o modelo de agregadores dão mais controle nas mãos dos proprietários de restaurantes, dando a eles uma visão mais holística sobre seus dados.

“Eles tem acesso a insights sobre a qualidade do seu serviço, avaliação dos clientes e vendas com acesso a ferramentas que o ajudam a realizar ajustes e melhorar seus negócios”, ele disse.

Levi Aron, gerente nacional do Deliveroo disse: “Nossa tecnologia e seus algorítmos levam maior eficiência à cozinha e dão ao dono do restaurante uma visão mais profunda do que é mais popular, estimativas de pedidos e períodos com picos de pedidos”.

Modelo de negócio do agregador online de delivery

Modelo de negócio do agregador de delivery

Fonte: Morgan Stanley

Embora o Sr. Galati veja os marketplaces de delivery mais como uma desvantagem, ele entende que essa indústria cresceu tão rapidamente que se tornou “obrgatório” trabalhar com eles.

“Imagino que se fosse pra eu retirar meu restaurante do Menulog, correria o risco de perder o mercado que eles me tiraram. Acredito que sair dele agora pode ser uma mudançça muito cara”, ele disse.

Os agregadores estão na Austrália por mais de 10 anos, desde que o Menulog entregou seu primeiro pedido em 2006. A indústria cresceu, desde então, para um mercado superior a US$ 600 milhões, que deve chegar a US$ 2.4 bilhões em 2025.

Este ano ainda verá grande expansão da indústria do delivery online com o discurso do Sr. Denman, do Uber Eats, afirmando que a empresa está trabalhando com as empresas para ajudá-las a estabelecer seus restaurantes virtuais na plataforma do Uber Eats. Estes restaurantes 100% online permitirão aos empresários criarem novas fontes de receita e permitir que os donos de restaurantes experientes testem novas culinárias.

A quais conclusões você chegou ao ler esse texto? Nós compreendemos que esse padrão de comportamento acontece, não só na Austrália mas também no Brasil, Estados Unidos e em qualquer lugar do mundo onde existam empresários lutando pelo seu negócio.

Não temos como modificar o comportamento do consumidor, porém devemos nos adaptar a esse novo cenário, fornecendo a chance de manter seu tão suado cliente fiel no meio digital (web e aplicativo), porém ainda fidelizado ao seu restaurante.

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Muito obrigado por ler mais um post do nosso blog, se tiver com alguma dúvida ou quiser fazer uma pergunta deixe um comentário. Se você acha que esse artigo pode ajudar alguém, compartilha ele, ficaremos muito felizes!

Grande abraço e até o próximo post!

By |2018-09-27T20:00:33+00:0027/09/2018|Sem categoria|0 Comments

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